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Estratégias para recuperação de áreas degradadas ou alteradas

As Estratégias para recuperar áreas degradadas ou alteradas englobam e combinam diferentes Métodos de Recomposição e Técnicas de Implantação, que variam conforme as condições da área a ser recomposta, o nível de degradação, questões culturais ou regionais e os recursos e insumos disponíveis.

Métodos para recomposição da vegetação nativa

Regeneração natural

Regeneração natural

O sol despontava lentamente no horizonte, tingindo o céu com matizes de dourado e violeta. Entre os caminhos sinuosos do velho jardim, o vento sussurrava histórias esquecidas pelas páginas do tempo.

Regeneração assistida

Regeneração assistida

Ideal para áreas com médio potencial de regeneração

Plantio em área total

Plantio em área total

Ideal para áreas com baixo potencial de regeneração

A Lei de Proteção da Vegetação Nativa (12.651/2012) considera que a recomposição de áreas degradadas ou alteradas poderá ser feita, isolada ou conjuntamente, por meio dos seguintes Métodos:

  • Condução da regeneração natural de espécies nativas (Regeneração Natural)

  • Plantio de espécies nativas combinado com a condução da regeneração natural (Regeneração Assistida)

  • Plantio de espécies nativas em área total (Plantio em Área Total)

  • Plantio intercalado de espécies lenhosas, perenes ou de ciclo longo, exóticas com nativas de ocorrência regional (Sistemas em consórcio)

A implementação dos Sistemas em Consórcio exige uma assessoria técnica especializada, pois envolve diversos fatores, como a escolha de espécies exóticas de interesse comercial e um planejamento cuidadoso. Mais do que depender do potencial de regeneração natural da área, esse método está diretamente ligado à disponibilidade de insumos e recursos.

Técnicas de implantação

As Técnicas de Implantação incluem procedimentos e ações a serem adotados para se alcançar os objetivos da recomposição, podendo se constituir em: 

  • Técnicas para o controle de fatores de degradação: isolamento da área por meio de cercas ou aceiros, controle de espécies invasoras, controle de formigas cortadeiras, controle de processos erosivos, entre outros.

  • Técnicas para introdução de espécies na área a ser recomposta: plantio de mudas, semeadura direta, propagação vegetativa, transposição de solo, instalação de poleiros artificiais, nucleação, etc.

Essas estratégias incluem ações de baixa intervenção, como conduzir a regeneração em áreas com alto potencial de regeneração natural, até ações de alta intervenção em áreas com baixo potencial de regeneração, como a recuperação do solo e o plantio de espécies nativas em área total. Assim, a escolha das melhores estratégias para recompor uma área e facilitar o desenvolvimento da vegetação em recomposição depende de um diagnóstico cuidadoso que identifique a vegetação de referência, o histórico de uso da área o potencial de regeneração natural e os fatores de degradação presentes. 

É importante considerar, porém, que toda ação de recomposição envolve riscos e incertezas, exigindo monitoramento constante e possíveis ajustes conforme os resultados obtidos. O monitoramento ajudará a avaliar se as estratégias escolhidas foram eficazes e se novas decisões precisam ser tomadas.

Técnicas para controle dos fatores de degradação

Para iniciar as ações reparadoras ou mitigadoras que facilitem o estabelecimento e desenvolvimento da vegetação em recomposição, é fundamental controlar os fatores de degradação na área, independentemente do método de recomposição que será adotado.
Essas ações podem incluir cercar a área para impedir a entrada de gado, controlar ou eliminar plantas exóticas invasoras, manejar formigas cortadeiras, prevenir incêndios com aceiros, descompactar o solo, combater processos erosivos e restaurar a atividade biológica do solo.
É essencial ter em mente que qualquer ação destinada a recompor uma área pode envolver riscos de insucesso, exigindo possíveis intervenções adicionais para orientar o processo de regeneração.
Dessa forma, esse controle dos fatores de degradação pode ser necessário antes, durante e após a implementação da recomposição:

Técnicas para introdução de espécies vegetais

As diferentes técnicas que podem ser empregadas para introduzir novas espécies vegetais no ecossistema em recomposição variam conforme a capacidade de implementação do produtor rural, a disponibilidade de insumos (mudas, sementes, estacas) e, principalmente, as características individuais das espécies envolvidas nos plantios. Algumas espécies vegetais prosperam melhor através de mudas, enquanto outras se beneficiam da semeadura direta ou da propagação vegetativa por rebrotas de ramos e raízes. 

Dessa forma, para restaurar a diversidade vegetal nos biomas brasileiros e adaptar-se às particularidades de cada espécie, otimizando o processo de recomposição dos ecossistemas, pode ser necessário adotar uma abordagem combinada de plantios, utilizando múltiplas técnicas, como as descritas a seguir:

Lista de Técnicas de Implantação

Cuidados para Garantir o Sucesso da Implantação

Independentemente da técnica empregada, é fundamental observar certos cuidados para garantir o sucesso da implantação, como:

  • Época de plantio: realizar a implantação no início da estação chuvosa para garantir a disponibilidade de água necessária para a germinação e o estabelecimento das plântulas.
  • Irrigação pós-plantio: se necessário, realizar irrigações complementares durante os períodos de estiagem para assegurar a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas.
  • Proteção contra herbivoria: utilizar cercas ou protetores individuais para evitar que animais pastem sobre as plantas recém-plantadas.
  • Controle de competidoras: realizar capinas manuais ou químicas para controlar gramíneas e outras plantas invasoras que competem por luz, água e nutrientes.
  • Monitoramento regular: inspecionar regularmente as plantas para verificar o progresso da germinação e o estabelecimento das plantas e detectar sinais de doenças, pragas ou deficiências nutricionais.